Bendito mandamiento impresionista: Fernando Naporano | Traducción de Elías Alipi

Fernando Naporano es músico, periodista y profesor. Escribe poesía desde su infancia y tiene 7 libros publicados. Ha publicado críticas, reportajes, ensayos y entrevistas en los más grandes medios de comunicación de Brasil por más de 25 años. Ha ejecutado varios trabajos en la radio, televisión y disqueras. También fue la cabeza de la tan aplaudida banda brasileña Maria Angélica Não Mora Mais Aqui con la cual grabó tres Lps. Después de haber vivido en Los Ángeles, Lisboa y Londres, vive hoy en Madrid, su ciudad favorita.

 

Fernando Naporano é músico, jornalista e professor. Escreve poesia desde a infância e tem 7 livros publicados. Publicou críticas, reportagens, ensaios e entrevistas nos maiores veículos da mídia brasileira por mais de 25 anos. Executou vários trabalhos em rádios, televisão e companhias discográficas. Também pilotou a cultuada banda Maria Angélica Não Mora Mais Aqui com a qual gravou três Lps. Após ter vivido em Los Angeles, Lisboa e Londres, vive hoje em Madrid, sua cidade favorita.

 

 

 

Hielo en el cincel de voz

 

Las hojas del tiempo sin fotografías;

la expulsión de los bultos era el principio.

Incendiar Buenos Aires, la semilla-agua

 

rehacerte en traje de museo-en-cenizas

cargarte hasta la muerte de todos los días  

pastonírico donde las fotografías del tiempo

 

son jacintos ciegos sin hojas.

 

(Del libro A Destruição Do Gelo, Poética Ediciones, Portugal, 2019)

 

 

 

Gelo em cinzel de voz

 

As folhas do tempo sem fotografias;

a expulsão dos vultos era o princípio.

 

Incendiar Buenos Aires, a semente-água

refazer-te em vestes de museu-em-cinzas

carregar-te até a morte de todos os dias

pastonírico  onde as fotografias do tempo

 

são jacintos cegos sem folhas.

 

(Do livro A Destruição Do Gelo, Poética Edições, Portugal, 2019)

 

 

 

Bauhaus;  Stairway To Escher

 

Violeta, negro-violeta de glaciar

inaugura la rígida arquitectura

de dilaceradísimos recuerdos

en plata-fuego bajo el agua

 

Se hace la geometría-águila

del oscuro jazz-rock romano

oh olvidado-oculto

que tan bien rima con la droga de la libertad

 

Violeta, verde-de-violeta

grita en Roma Citta Aperta

por el nombre que más amé en vida

en ala-fuego puente-abajo

 

(Del libro inédito O Sangue Da Música)

 

 

 

Bauhaus;  Stairway To Escher

 

Roxo, negro-roxo de glaciar

inaugura a rígida arquitetura

de dilaceradíssimas lembranças

em prata-lume sob a água

 

Faz-se a geometria-enguia

do obscuro jazz-rock romano

oh esquecido-oculto

que tão bem rima com a droga da liberdade

 

Roxo, verde-de-roxo

grita em Roma Citta Aperta

pelo nome que mais amei em vida

em asa-lume ponte-abaixo

 

(Do livro inédito O Sangue Da Música)

 

 

 

A la alegría de las aguas verticales de Bruselas

 

Las lámparas belgas de finales del siglo XIX

bailándote entre las cejas

combinaban en la lividez descomedida

con la tonalidad ocre-esmeralda

vertical velozmente

como la plena vivienda

de la adolescencia de las rosas

 

La garganta de Todos-Los-Sueños-Del-Mundo

gritaba con la descarga

de la Luz del Frenesí rojo burdeos

que en las uñas e juntas a los ortejos

al adorable perfume del recate

anís-de-lavanda

que en aquella Bruselas de 1911

 

sólo se llamaba Pasión

 

(Del libro Detestável Liberdade, Abstract Editions, Spain/USA, 2017)

 

 

 

Ao gáudio das águas verticais de Bruxelas

 

Os lampiões belgas do fim do século XIX

bailando-te entre as sobrancelhas

combinavam em lividez descomedida

com a tonalidade ocre-esmeralda

a verticalar-se velozmente

como a plena habitação

da adolescência das rosas

 

A garganta de Todos-Os-Sonhos-Do-Mundo

gritava com a descarga

da Luz Do Frenesi bordô

que nas unhas e juntas dos artelhos

ao adorável perfume do recate

anis-de-alfazema

que naquela Bruxelas de 1911

 

se chamava apenas Paixão

 

(Do livro Detestável Liberdade, Abstract Editions, Spain/USA, 2017)

 

 

 

Bendito mandamiento impresionista

 

El sosiego cuelga de la resignación

y sin nadie más para decirle adiós

toco el despojo más lúcido

exigido por la paz

– toda en plata Paz –

trenzado sombras

en el mundo de todos mis mundos

 

(Del libro inédito Sem Mais Ninguém Para Dizer Adeus)

 

 

 

Abençoado mandamento impressionista

 

O sossego pende da resignação

e sem mais ninguém para dizer adeus

toco o despojamento mais lúcido

exigido pela paz

– toda em prata Paz –

trançando sombras

no mundo de todos os meus mundos

 

(Do livro inédito Sem Mais Ninguém Para Dizer Adeus)

 

 

 

 

 

 

 


img_2520Traducción: Elías Alipi

Universidad Juárez Autónoma de Tabasco

(1996) Estudiante de Idiomas. Del campo, al sur de México. Allí cultiva una pequeña huerta de chiles y tomates. Pasó una época en Portugal, lugar que recuerda con nostalgia. Amante de la escritura de Ibargüengoitia. Pasa sus días libres entre leer y ver cortometrajes. Su palabra favorita en español es “árbol”.